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Biografia

O RECOMEÇO

Muito se falou em “golpe de estado” nos últimos tempos neste país. E é exatamente disso que vamos falar aqui. Mas não daquele golpe de estado que envolve choro e ranger de dentes, mas de outro muito mais importante – tão importante que tem que ser escrito com maiúsculas: Golpe de Estado.
 
E não é apenas por ser um nome próprio que o Golpe de Estado merece essa reverência. Afinal, estamos falando de uma das mais influentes bandas do rock nacional das últimas décadas. O talento e a criatividade de Catalau (vocal), Hélcio Aguirra (guitarra), Nelson Brito (baixo) e Paulo Zinner (bateria) renderam não apenas cinco discos de estúdio e um ao vivo, mas redefiniram a forma de se colocar “rock” e “brasileiro” na mesma frase sem que isso significasse um insulto a qual dos dois termos.
 
O tempo, a estrada, as experiências, as desventuras e tudo aquilo de que é feita uma banda de rock foram deixando os integrantes pela estrada e,depois das saídas de Catalau e Paulo e de mais dois discos, em 2014 veio o baque mais dolorido de todos: Hélcio Aguirra morreu dormindo, vítima de problemas cardíacos.
 
Nelson ainda levou a banda adiante por um tempo até que, em junho do ano passado, divulgou um comunicado que levou muita gente a dar o Golpe de Estado por encerrado, Só que não era bem assim…
 
“O Golpe nunca acabou, a bada está de pé ainda!”, garante ele, que está colocando o bloco de volta na rua. E lendo a carta com atenção, fica claro: ele dizia que era aquela formação que estava acabando, não a banda.
 
Então, aproveitando a comemoração dos 30 anos de existência do Golpe, o baixista reuniu dois ex-integrantes, o vocalista Rogério Fernandes e o guitarrista Marcello Schevano (ambos da banda Carro Bomba), manteve o último baterista, Roby Pontes, e retomou as atividades.
 
Os shows da nova formação começam em fevereiro e vão estar sempre abertos a convidados, sejam eles ex-integrantes ou não.”O Golpe não é uma casa de porta aberta, é uma casa sem portas, quem quer entra e sai a hora que bem entender”, garante Nelson. Nessas apresentações a ideia é tocar o máximo de material de todos os discos lançados pelo quarteto, inclusive temas que nunca foram apresentados ao vivo.
 
Nelson e Hélcio tinham muitos planos, que foram interrompidos com a morte do guitarrista. E a intenção é colocá-los em prática, como um novo disco de estúdio e um DVD ao vivo, “Ás vezes eu me pego pensando no que eu e o Hélcio estaríamos fazendo agora. E um dos motivos de manter o Golpe é justamente esse”, diz o baixista. E ele finaliza com o argumento mais forte que pode existir:”Tem muita gente que gosta dessa banda.”
 
Antonio Carlos Monteiro
Jornalista, crítico musical, redator da revista Roadie Crew e músico